Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017 - 02:07:19

O que você achou deste site?

Bom
Ruim
Ótimo

585478

23/06/2012 - 14:38:00

CELIBATO DOS PADRES

O celibato nem sempre foi obrigatório.

O próprio Apóstolo S. Pedro, considerado o primeiro “papa” da Igreja Católica Romana, teve sua sogra curada por Jesus (Mt. 8, 14-15; Mc 1,29-31), clara demonstração de que essa imposição era desconhecida entre os primeiros cristãos. Inclusive o Apóstolo S. Paulo recomenda aos Bispos e Presbíteros, responsáveis pela condução das comunidades de fé incipientes, o estado de vida matrimonial como desejável (I Tm 3,1-5; Tt 1,5-6)

O primeiro celibato obrigatório da Igreja Católica foi decretado pelo Concílio de Elvira (295-302). Elvira era uma simples província romana e por isso essa decisão não foi cumprida por toda a Igreja.  Já o Concílio de Nicéia (323), do Imperador Constantino, decretou que "todos os membros do clero estão proibidos de morar com qualquer mulher, com exceção da mãe, irmã ou tia".  Foi no ano 313 d.C. que o imperador romano Constantino legalizou o cristianismo dentro do império e, dando continuidade a seu plano de poder, construiu muitos templos e igrejas permitindo assim o seu crescimento em grande escala. Com a legalização, no ano 380 d.C. sob o governo de Teodósio, a igreja primitiva mudou de um grupo de pequenas comunidades perseguidas na fé para um poder mundial.

Em uma encíclica, de 1967, o Papa Paulo VI admitiu que “o Novo Testamento, em que nos é conservada a doutrina de Cristo e dos Apóstolos, não exige o celibato dos ministros sacros”. Da mesma forma esta Enciclopédia Católica declara:  “Estes trechos [1ª Timóteo 3:2, 12 e Tito 1:6] parecem fatais para qualquer  argumento de que o celibato se tornou obrigatório para o clero desde o início. Esta liberdade de escolha parece ter durado por todo o que podemos chamar... de primeiro período da legislação da Igreja, [isto é] até por volta do tempo de  Constantino e do Concílio de Nicéia.” Assim, segundo o próprio entendimento da Igreja Católica e dos teólogos, o obrigatório celibato dos sacerdotes não se origina nem de Cristo, nem de
seus apóstolos, mas de um tempo posterior. De onde então ele surgiu?

Esta reflexão sempre vem à tona, quando vemos as dificuldades relacionadas às crises de vocação entre o clero católico e, sobretudo aos desvios de conduta registrados lamentavelmente pela mídia. Isto já é antigo. Extraímos um trecho das pp. 13-14 da revista Luta n. 2, de São Carlos do Brasil, publicada em novembro de 1947, retirados da eminente obra intitulada “A vida oculta e mística de Jesus – As chaves secretas do Cristo” de A. Lettere, editada em 1934:

Celibato do Padre

 

Não há História, seja de qualquer dinastia asiática ou européia, por mais devassa que tenha sido, do que a História dos Papas, que ocuparam a famosa cadeira de Pedro.

Mais adiante, numa resenha que faremos, salientaremos somente algumas dúzias de verdadeiros Paxás da Turquia, que fizeram do Vaticano o maior harém conhecido e onde os crimes de defloramentos, de incestos, de pederastia não encontram paridade com os praticados nos maiores lupanares da Roma antiga.

Há mesmo no Vaticano, junto aos aposentos particulares do Papa, uma escadaria subterrânea para acesso de pessoas mais íntimas, que não passam pelas portas protocolares.

Não há quem não conheça a história de Lucrécia Bórgia e da Papisa Joana, que deu à luz em plena procissão. O escândalo foi de tal ordem que a Congregação dos Ritos teve de criar a Cadeira furada, na qual teriam de se sentar futuros papas, para o reconhecimento, em pleno cerimonial da sua máscula personalidade. Dizem mesmo, mas não garantimos, que eram pronunciadas as seguintes palavras, acompanhadas por órgãos e cantochão: "Em quan... ti... da... de... Amém!".

Onze séculos após a morte do pobre Cristo, o escândalo público era de tal ordem, não só internamente, como entre o clero civil, que o papa Hildebrando foi forçado a decretar o Celibato do padre.

Após uma série de peripécias, a Igreja, ora permitindo aos que fossem casados residirem com suas esposas e filhos, de acordo com a recomendação de São Paulo, era proibida a convivência sob o mesmo teto, ora permitindo a concubinagem aos celibatários, ora proibindo, ora substituindo-a pela convivência com dois noviços, ora com um só, ora anulando esse pernicioso costume, nos dá uma idéia do espírito de dissolução que sempre reinou no Vaticano.

O voto de celibato, na opinião de Estanislau Orichorius, cônego na Catedral de Premislaw, citado por M. Gregóire, bispo de Blois, em sua obra Histoire des mariages des prêtres (1826), é idêntico ao voto que ele tivesse feito de tocar o céu com o dedo, pois tal voto não o obriga a coisa alguma.

Valham-nos, ao menos, os Jainas, da Índia, de cuja seita só fazem parte os que triunfam da sensualidade.

Pio II escreveu que, "por invencíveis razões, interditou-se o casamento dos padres; porém, por mais invencíveis razões, era preciso permiti-lo".

Entretanto, ainda em 1859, era hábito no Vaticano castrarem-se jovens seminaristas, ainda não tonsurados para servir nos coros da igreja de São Pedro, a fim de cantar os hinos da dor e da compunção, por ocasião da Semana Santa. Quem nos poderá garantir que tal costume não continue em vigor, dado o conservadorismo dos regulamentos?

É possível que se tal medida, copiada dos haréns da Turquia, onde se castravam os eunucos, não fosse revogada e prevalecesse como uma das condições da ordenação, o clero católico seria hoje bem reduzido, mas composto de homens comprovadamente inofensivos à moral pública e, quiçá, verdadeiros cristãos.

Isso corroboraria a frase de Bermond Choveronius, cônego de Viviers, em seu livro De publicis concubinariis, página 8: "O mugir dos bois ou o grunhir dos porcos são mais agradáveis a Deus que os cânticos dos padres fornicadores".

Quando o clero for casado, o confessionário só se prestará para guarita de soldados.

Não há religião ou Culto no mundo que use de tal processo para santificar seu clero. Essa formalidade só tem trazido formidáveis escândalos.

Sem recorrermos a milhares de casos, extrairemos um dos processos arquivados na Torre do Tombo, em Lisboa, armário 5°, maço 7°, datado do ano 1478, referente à sentença lavrada contra o padre Fernandes Costa, que extraímos do jornal A Fraternidade da cidade de Coimbra.

Diz este documento:

"Padre Fernandes Costa, prior que foi de Trancoso, da idade de 62 anos, será degradado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas ao rabo de cavalos, esquartejado o seu corpo e posto em quartos e a cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime de que foi argüido, que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com 29 afilhadas, tendo delas 97 filhas e 37 filhos; de cinco irmãs teve 18 filhos e filhas; de nove comadres teve 38 filhas e 18 filhos; de nove amas teve 29 filhas e cinco filhos; de duas escravas teve 21 filhas e sete filhos; dormiu com uma tia chamada Anna da Costa de quem teve três filhos e ... da própria mãe teve dois filhos!!! Total 275 filhos sendo 200 do sexo feminino e 75 do masculino, sendo concebidos de 54 mulheres!

“O rei João II perdoou ao fecundo sotaina e o mandou pôr em liberdade em 17 de março de 1487 e guardar no Real Arquivo da Torre do Tombo esta sentença e mais papéis que formam o processo!"

 

É impossível que o leitor não tenha corado e sentido seus nervos irritados, íamos continuar com uma lista de escandalosos fatos, ocorridos no nosso país, de autoria de padres inescrupulosos, alguns já falecidos e outros vivos, que não cessavam de pregar a moral; mas que se tranqüilizem; o arrependimento ainda poderá ser útil às suas almas.

As escabrosas questões a respeito de mulheres improdutivas nunca foram abordadas por nenhuma religião do mundo e ainda menos pelo Rabino da Galiléia que se limitou a dizer à mulher adúltera: "Vai e não peques mais". Isto é, não engane mais seu marido.

Mais adiante, porém, voltaremos ao assunto quando tratarmos de Moral Jesuítica.

Contudo, antes de fecharmos este artigo, vamos citar um dos milhares de pequenos casos que se repetem na nossa pátria, mas que a imprensa trata ce embaralhar, ou por ignorância, ou por malícia, para encobrir o nome do segundo delinqüente, visto como, em ambas as notícias, trata-se do padre Victor Coelho de Almeida, ora chamado na notícia do A Noite, de dezembro de 192r — Padre Victor Coelho, ora chamado na de O Globo, de 11 de agosto de 1932 (dois anos e meses depois) de Victor de Almeida, ora Victor Coelho; não podendo, porém, ser o mesmo, pois o do A Noite "teve 15 filhos, goza a vida e sem mais explicações, abandona mulher e filhos e recolhe-se ao claustro", a: passo que o de O Globo, três anos depois, "abandona a mulher com uma filha de 15 anos, recolhe-se ao convento, produzindo o suicídio de sua infeliz esposa"!

Disse Jesus que não há pior cego do que aquele que não quer ver. Pior. porém, é aquele que procura tapar o sol com uma peneira para que os outros não possam vê-lo.

É lógico que os que se comprazem nessa prostituição rebatam os honestos colegas que romperam com esse foco de miasmas, dizendo às suas incautas ovelhas: Não os ledes, não os acrediteis, são filhos do diabo, que não puderam resistir à cruz do Cristo e fugiram para o inferno; mas não dizem que aqueles se afastaram envergonhados desse centro de prostituição, ao passo que eles permanecem, hipocritamente, usufruindo os gozos da vida.

E bom chamarmos a atenção desde já do leitor para nossa abstenção em tocar no dogma da "Confissão". São tais os horrores, são tais as infâmias e os crimes cometidos e relatados em centenas de obras, não por hereges, mas por inúmeros padres que, muitos, enojados e apavorados desse antro de perdição de moças virgens e senhoras casadas ou viúvas, despiram as vestes sacerdotais e deram o grito de alarme.

Contudo, vejamos o que diz a tal respeito um dos Sumos Pontífices da Igreja:

Chiniqui, à página 44, relata que o Papa Pio IV, em 1560, ordenou que todas as mulheres solteiras e casadas que tivessem sido seduzidas pelos seus confessores fossem denunciá-los.

Principiou-se por Sevilha. Tornado conhecido o Edito do Papa, o número de mulheres foi tão considerável que, apesar de haver três escrivãs, não puderam concluir o trabalho no prazo determinado. Mais 60 dias foram concedidos; mas tiveram de reconhecer que o número de padres sedutores era tanto que se tornaria impossível castigá-los e a coisa ficou nisso!

Como não ser assim se o padre é forçado a perguntar às penitentes, cautae et poucae!

Estupenda moral! E são esses que pregam contra o divórcio e o casamento civil por desorganizador da família!

 

Texto que nos leva a uma profunda reflexão sobre o Celibato. Não é à toa que a ICAB colocou o celibato numa situação de voluntariedade, ou seja, é celibatário aquele que desejar sê-lo, levando em conta o ensinamento de S. Paulo na I Cor. 7, 7-9: Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra. Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se.” Quer casado ou solteiro, o sacerdote deve ter em conta a necessidade de viver uma vida casta, não se abrasando em imoralidades, mas vivendo um estado de vida adequado aos ensinamentos de Cristo.



Fonte: Revista Luta . 2, novembro 1947




CLIQUE AQUI

VELAS JÁ ACENDIDAS: 1895
Quaresma 2017
Casamento Felipe e Danielle
JUBILEU DOS 70 ANOS DA ICAB
Missa no Monte das Bem aventuranças na Galiléia
Hino da Vitória
3º domingo da Quaresma
2º Domingo da Quaresma
Resumo da Tipificação de Jesus na Bíblia de Gênesis a Apocal...
Exorcismo de São Miguel Arcanjo 2016. (9 fotos)
CASAMENTOS NA PARÓQUIA E EM CLUBES (57 fotos)
Missas das Crianças (4 fotos)
Festa de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa (36 fotos)
PEREGRINAÇÃO TERRA SANTA (22 fotos)
MISSA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA (4 fotos)
Homenagens da Paróquia (1 fotos)
CELEBRAÇÕES NATALINAS EM COMUNIDADES MISSIONÁRIAS - DISTRIBU... (12 fotos)
Página Inicial | Testemunhos | Quem Somos | Nossa Sede | Nossa História | Padroeira | Localização
Missas | Novena | Batismo | Crisma | Eucaristia | Casamento | Mensagem da Semana | Santo do Dia
Agenda | Informativos | Galeria de Fotos | Vídeos | Notícias | Fale Conosco | E-mail

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA
Endereço: Sgas 910 Conjunto B Bloco C, 30 - Asa Sul - Brasília /DF - (61)3443-8992-9692-3524

© Web Conexão Informática Ltda - Todos os direitos reservados