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21/09/2012 - 11:56:00

DEFESA DA ICAB EM RELAÇÃO AOS SACRAMENTOS


 

1. Da natureza institucional

 

A Igreja Católica Apostólica Brasileira, movimento iniciado pelo Bispo de Maura, o saudoso Dom Carlos Duarte Costa, o nosso SÃO CARLOS DO BRASIL, em 1945 deu o brado de liberdade da dominação da fé dos grilhões de Roma Medieval, para se inserir em um contexto extremamente atual para a época (abolição do latim nas celebrações, padres com profissão, família e sem batina, visão libertária e opção pelos pobres e discriminados da sociedade e verdadeiro ecumenismo com todos os credos religiosos, inclusive não-cristãos), atitudes estas bem anteriores ao Vaticano II.

 

O carisma da Igreja reside em seu chamado profético de reunir as ovelhas perdidas da casa de Israel, renovando a fé e reconstruindo os altares do culto cristão. Evidentemente, que não sendo uma das Igrejas consideradas históricas, sofre as intempéries das perseguições provocadas pelos arquidetentores do poder religioso. Entretanto, nosso consolo está em Cristo que diz: “Bem-aventurados sois quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por causa do meu nome: alegrai-vos e exultai porque é grande o vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós” (Mt 5,11-12).

 

Respaldados no Direito Constitucional de um Estado laico que garante a liberdade religiosa de culto (art. 5º, inciso VI da Constituição Federal, que diz: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”) nos organizamos para servir, levando a Palavra aos que dela têm sede, mostrando sempre ao povo nossa índole e conduta e, em momento algum, atacando ou manifestando repúdio a qualquer outra denominação religiosa.

 

2. Do Sacramento do Batismo e outros sacramentos

 

É interessante observar a orientação dada pela CNBB acerca do Batismo, pois é aceito o batismo de Igrejas luteranas e metodistas (na verdade, protestantes, contrárias à fé de Roma) e não aceito o batismo das “Igrejas Brasileiras” que, segundo o Código de Direito Canônico, embora não se possa levantar nenhuma objeção quanto à matéria ou à forma empregadas pelas "Igrejas Brasileiras"; contudo, pode-se e deve-se (grifos nossos) duvidar da intenção de seus ministros; cf. Comunicado Mensal da CNBB, setembro de 1973, p. 1227, c, nº 4; cf. também no Guia Ecumênico, o verbete brasileiras, Igrejas.

 

Que coisa seríssima? Duvidar da intenção dos ministros! Jesus já nos advertiu: “Não julgueis para não serdes julgados, pois com a medida com que medirdes, sereis também medidos” (Mt 7,1). Dizer que pela prática de alguns ministros que não são idôneos todas as igrejas não têm conduta séria é uma falácia tremenda, um erro muito bem alicerçado nas relações de poder. Se partirmos do pressuposto considerado, o que diremos dos padres praticantes do crime gritante de pedofilia, que brada aos céus, contra a natureza humana? Podemos chamar toda a Igreja de pecadora, devido ao pecado de alguns? Se partirmos para essa dimensão dos fatos, certamente deveríamos fechar as portas de nossos templos religiosos e, não pregar mais a Palavra, pois ela mesma diz que pelos frutos é que seremos conhecidos (Mateus 7,16).

 

A intenção sacramental reveste-se do caráter ex opere operato, quando nos propomos a realizar o que de fato faz a Igreja de Cristo, cumprindo, sobretudo, o mandato, o grande comissionamento do Divino Mestre, não dado ao clero tal qual o entendemos hoje, mas aos seus discípulos: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura e batizai-os, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).

 

O que está por trás da negação dos Sacramentos celebrados pela ICAB em relação à Igreja Romana não são preceitos doutrinários, que por sua própria natureza são incontestáveis, mas sim, relações de poder. Este tema está bem aquém da riqueza espiritual do Sacramento, que é o principal. 

 

3. Da conduta cristã

Para nos orientar a este respeito, é conveniente a leitura de Marcos 9.38-41: “João disse a Jesus: Mestre, vimos um homem que em teu nome expulsa demônio, mas nós o proibimos de fazer isso, porque não é do nosso grupo. Jesus respondeu: Não o proíbam; pois não há ninguém que faça milagres em meu nome e logo depois seja capaz de falar mal de mim, porque quem não é contra nós, é por nós. Portanto, aquele que der um copo de água a vocês, em meu nome, porque vocês pertencem a Cristo, com toda a certeza receberá a sua recompensa. E quem fizer tropeçar a um destes pequeninos crentes, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse jogado ao mar”. É conveniente a exemplo do Mestre dos mestres, viver o real sentido do amor, que transcende o poder de uma instituição religiosa, de uma sigla, de um rótulo, e que vai para além do “nosso grupo”. O amor de Cristo vence as barreiras do preconceito, o amor de Cristo “tudo suporta, tudo crê e tudo espera” (1 Cor 13,7) e inclui, ao invés de excluir.

Saiba, você que lê este informativo, que não estamos postos para fazer concorrência ou para tomar espaço de alguém, nem tampouco para fazermos confusão. O despeito sempre foi prerrogativa dos incautos e dos desconhecedores de Cristo, de forma especial, os fariseus. Quando Jesus curava e libertava as pessoas da ação de Satanás, ao invés de glorificarem a Deus, como faziam os bons e puros de coração, eles (os fariseus e doutores da lei) murmuravam entre si: “é pelo maioral dos demônios que ele expele os demônios” (Mt 10,34). Estamos postos, meramente para servir de “homem na brecha” (Ez 22,30) assumindo a nossa condição sacerdotal, ajudando aos que necessitam, dando-lhes uma oportunidade de viver a graça do Sacramento, independentemente de sua condição, pois se pensarmos no estado civil das pessoas como uma “doença” em termos religiosos, devemos lembrar de Jesus na posição de médico dos médicos: “ os sãos não precisam de médicos, e sim os doentes” (Mt 9,12).

Por que construir muros que nos afastam e dividem, se podemos construir pontes que nos ligam? Será que o reino dos céus é dividido? Já disse o Senhor que todo reino dividido contra si mesmo pereceria. É conveniente e oportuno refletir sobre pensamento da Unitatis Redintegratio “...Por isso, as Igrejas e Comunidades separadas, embora creiamos que tenham defeitos, de forma alguma estão despojadas de sentido e de significação no mistério da salvação. Pois o Espírito de Cristo não recusa servir-se delas como de meios de salvação cuja virtude deriva da própria plenitude de graça e verdade confiada à Igreja católica”. Lembremos que a própria Igreja de Roma não se constitui na Sede-Mãe da Cristandade, mas Jerusalém onde nasceu a Igreja, o anúncio do Reino de Deus. Por que se escorar numa historicidade distorcida e atacar, ferir e matar em nome do poder? Essa atitude coaduna com os objetivos de Jesus Cristo?

Assim, nossa Comunidade de Fé, coloca-se inteiramente à vossa disposição, para esclarecer e, sobretudo, colaborar na tarefa de anunciar que Cristo vive a um mundo que jaz no pecado e na dor, a um mundo mazelas e injustiças sociais, a um mundo que, a cada dia mais e mais, pensa em “humanizar a Deus”, colocando-Lhe num plano inferior, como mero servo de nossas necessidades materiais, olvidando-se de “divinizar o homem”, de elevá-lo ao plano de colóquio íntimo com Deus, de fazê-lo agir de conformidade com a Revelação, não por imposição, mas com amor.

ENTRE EM CONTATO COM NOSSA COMUNIDADE PARA BUSCAR A GRAÇA DO SACRAMENTO SOBRE A SUA VIDA!



Fonte: Reflexões Pe. Luís




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