Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017 - 02:09:33

O que você achou deste site?

Bom
Ruim
Ótimo

585503

18/01/2012 - 14:59:00

CASAMENTO DE DIVORCIADOS


"De fato, os mandamentos: não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e todos os outros, se resumem nesta sentença: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é a plenitude da Lei" (Rm 13,9-10).

A Igreja Católica Apostólica Brasileira, seguindo a tradição cristã, compreende o Sacramento do Matrimônio como um rito da Igreja que consagra a união de um homem e de uma mulher e é assim que ela honra este mistério cristão.

Mas pode ou não um cristão divorciado ou uma cristã divorciada tornar a se casar? Este é, para alguns, um tema polemico. Mas todos queremos uma segunda chance e, sabemos que Deus mesmo, "que não faz acepção de pessoas" (At 10,34), sempre nos dá uma segunda oportunidade, então porque nós, homens da Igreja, que somos os homens da bênção, ordenados para reconciliar os homens e as mulheres na bênção com Deus, porque não daríamos a quem deseja sinceramente, uma segunda bênção matrimonial?

"Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora", disse Jesus no Evangelho de João (6,37). Se vieram a Cristo, de coração sincero, serão acolhidos, não importa quem quer que sejam (divorciados, deficientes físicos, doentes, solteiros, celibatários, homossexuais, entre todos os excluídos e excluídas, a não ser os fariseus hipócritas, que segundo Jesus disse, não entram no céu e não querem que ninguém entre, e destes, as igrejas cristãs estão cheias..., mas não somos nós que julgamos, não e mesmo?).
Creio que devemos evidenciar, pois Deus mesmo o faz, esta máxima:
"Porque é o amor que eu quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos" (Os 6,6).
"Pois quanto o céu se alteia sobre a terra, assim é forte seu amor por aqueles que o temem" (Sl 103,11).

O Matrimônio
"O matrimônio seja honrado por todos, e o leito conjugal sem mancha; porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros" (Hb 13,4), Esta é uma enfática afirmação das Escrituras sobre a seriedade do Matrimônio e de como Deus zela por ele.
Todo cristão (e não cristãos também) têm conhecimento e consciência de que o matrimônio deve ser honrado e que o adultério precisa ser repudiado e desencorajado por quem teme a Deus. Uma definição simples do que é adultério pode ser esta: "infidelidade conjugal" e esta abrangência nos basta. Mas lembremo-nos que não somos infiéis apenas quanto a sexualidade. E este pecado, da infidelidade, é condenável aos olhos de Deus.

Sobre o Divórcio e o Novo Casamento dos Divorciados
Já no Antigo Testamento encontramos referências ao divórcio permitido por Deus. Vejamos uma delas: "Se um homem tomar uma mulher e consumado o matrimônio, mas esta logo depois não encontra graça aos seus olhos, porque viu nela algo de inconveniente, ele lhe escreverá então uma ata de divórcio e a entregará, deixando-a sair de sua casa em liberdade. Tendo saindo da sua casa, se ela começa a pertencer a outro homem, e se também esse a repudia, e lhe escreve e lhe entrega em mãos uma ata de divorcio, e a deixa ir de sua casa em liberdade, ou se esse outro homem, que a tinha esposado vem a morrer, o primeiro marido, que a tinha repudiado não poderá tomá-la como esposa, após ela ter se tornado impura, isso seria um ato abominável diante de Deus” (Dt 24,1-4).
Este trecho do Antigo Testamento mostra que é lícito à uma mulher que recebeu "Carta (ata) de Divórcio" tornar a casar-se.
Evidentemente que se esta mulher, de que fala a Bíblia, tornasse a se unir ao seu antigo marido, após ter sido esposa de outro homem, isto seria condenável, pois o termo de divórcio encerrou o casamento anterior. Biblicamente, seu segundo marido era agora seu atual marido. O antigo marido estaria se unindo à mulher de outro homem, a despeito do primeiro já ter sido seu esposo. Lembrando, contudo, que estas disposições estão na Lei da Antiga Aliança.

Também em Números, vemos outra referência a mulheres divorciadas que serviam diante de Deus: "No tocante ao voto da viúva ou da divorciada, tudo com que se obrigar lhe será válido" (Nm 30,9).
Há um trecho na Epístola de Paulo aos Romanos que tem sido utilizado por aqueles que afirmam que uma mulher divorciada não pode se casar novamente, a não ser se seu marido antigo marido morrer: "Ou não sabeis, irmãos – falo para versados em lei, que a lei domina o homem só enquanto ele esta vivo? Assim a mulher casada está ligada por lei ao marido, enquanto ele vive; se o marido vier a falecer, ela ficará livre da lei do marido. Portanto, estando vivo o marido, ela será chamada adultera se for viver com outro homem. Se, porém, o marido morrer, ela ficara livre da lei do marido, de sorte que, passando a ser de outro homem, não será adúltera. De modo análogo também vós, meus irmãos, pelo Corpo de Cristo fostes mortos para a Lei, para pertencerdes a outro, aquele que ressuscitou dentre os mortos a fim de produzirmos frutos para Deus” (Rm 7,1-4).

Agora, analisemos, cuidadosamente, sublinhando alguns pontos chaves que dizem respeito ao assunto de que estamos tratando: Paulo fala da "mulher casada", não da divorciada! Ele está usando o exemplo da Lei Conjugal de Moisés, a fim de demonstrar que já não mais vivemos debaixo dos mandamentos da Lei de Moisés, segundo a Antiga Aliança.
Foi este o motivo principal de Paulo ter usado o exemplo do matrimônio, a fim de demonstrar que estamos mortos relativamente à Lei e que vivemos no tempo da Graça a nós proporcionada pelo sacrifício de Jesus Cristo. Além do que, estando a mulher casada, segundo a Lei Mosaica, a mulher não poderia casar-se novamente, a não ser que o marido morresse, ou que lhe desse "carta de divórcio", como visto acima no trecho bíblico do Deuteronômio 24,1-4.
Outro trecho bíblico que estabelece uma condição especial à separação de um casal é este: "Aos outros digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem esposa não cristã, e esta consente em morar com ele, não a abandone; e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido. Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos. Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz" (1Cor 7,12-15).

As Palavras de Jesus Cristo:
Comecemos por ouvir o Senhor Jesus quando Ele diz: "Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério" (Mt 5,31-32). Analisando, cuidadosamente, estas palavras do Mestre, e no temor de Deus, vejamos que a ênfase destas palavras não é sobre o divórcio, mas sobre o repúdio ao cônjuge e ao adultério para o que o Senhor nos apresenta uma concessão, no caso "de relações sexuais ilícitas".

Neste ponto, encontramos aquele que, talvez, seja o mais complexo tópico de toda esta questão: O que significam essas "relações sexuais ilícitas"? Aqui a palavra grega traduzida para "relações sexuais ilícitas" é porneia. O significado desta palavra tem sido motivo de muitos estudos, a nós parecendo que a melhor conclusão a que podemos chegar, no que tange a este vocábulo grego, é que ele não é restritivo, antes é significativamente amplo. Eis alguns deles: "imoralidade"; "fornicação"; "casamento ilícito"; "infidelidade"; "prostituição"; "atividade sexual ilícita". É desta palavra grega que derivam os termos como pornografia e pornográfico.
Uma vez que o significado deste vocábulo é tão amplo, mesmo nas páginas do Novo Testamento, nos parece inapropriado que qualquer pessoa, grupo de pessoas, ou alguma igreja, possa declarar dogmaticamente que Jesus tivesse apenas um único significado específico deste termo quando Ele apresentou a "cláusula de exceção" a fim de que um homem tenha a permissão para repudiar sua mulher. E se foi o próprio Jesus quem decidiu escolher um vocábulo com amplas aplicações, parece óbvio que o Senhor desejou conferir a esta exceção um caráter muito mais amplo do que restritivo. E isto porque qualquer uma das aplicações do termo porneia pode ser suficiente para comprometer, senão mesmo destruir completamente, um matrimônio.
E para apoiar esta visão, temos o trecho bíblico de Hebreus 13,4, onde a palavra "impuro", no original grego é pornos (aquele que pratica porneia), e o trecho bíblico em questão mostra, de modo inequívoco, que porneia é danoso ao matrimônio: "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros" (Hb 13,4).

Mais: "Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de porneia, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério" (Mt 19,3-9).

Este trecho bíblico parece pôr um fim à esta questão, se bem o compreendermos. Vamos estudá-lo: Veja a pergunta dos fariseus que estavam experimentando o Senhor Jesus a fim de procurar pegá-lo em alguma contradição ou falha, para depois terem o de que o acusar: "É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?"

Observemos que a preocupação dos fariseus era com o repúdio de maridos para com suas mulheres, e chegaram a inferir na pergunta uma curiosa expressão: "por qualquer motivo". A religião judaica estava corrompida naquele tempo, sendo o adultério e o repúdio vulgar de suas esposas algo corriqueiro. Em outras palavras, o respeito ao matrimônio, exigido por Deus, havia caído a níveis inadmissíveis entre eles. Tanto é assim que a resposta dada pelo Senhor reafirma a grande importância que Ele dá ao matrimônio: "Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem".

Porém, insistiram os fariseus e disseram: "Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar?". E aqui notemos uma distinção entre "dar carta de divórcio" e "repudiar". Eis a resposta do Senhor Jesus: "Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio". E esta referência que o Senhor Jesus faz é ao que está escrito no Antigo Testamento, em uma passagem bíblica que já mencionamos acima e nos convém repeti-la aqui: "Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem; e se este a aborrecer, e lhe lavrar uma ata de divórcio, e lha der na mão, e a despedir da sua casa ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, então, seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a desposá-la para que seja sua mulher, depois que foi contaminada, pois é abominação perante o Senhor; assim, não farás pecar a terra que o Senhor, teu Deus, te dá por herança" (Dt 24,1-4).

E aqui Jesus reafirma esta concessão feita por Deus: "Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas (porneia), e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério" (Mt 19,2).

As conclusões a que podemos chegar são as seguintes:

1- A separação conjugal não é o ideal e devemos, de todas as maneiras, tentarmos manter os casais unidos, mas não impor esta condição a quem sofre na vida conjugal.

2- O Matrimônio deve ser honrado de modo solene por todos os que temem e amam a Deus, embora este mandamento seja dirigido a todos os homens e mulheres de todas as etnias e raças, em qualquer lugar da terra.

3- O Novo Testamento não contém nenhum rol de mandamentos especificando quais as situações em que um cônjuge pode se divorciar do outro, contém, isto sim, uma condição específica, porém bastante abrangente, em forma de concessão divina para o repúdio do cônjuge, que são as relações sexuais ilícitas, o que já foi explicado acima. Todavia, fundamentados nas palavras de Jesus, em Mateus 19,2, entendemos que a separação de um casal por motivos débeis ou pouco significativos não é permitida por Deus e é pecado, se constituindo em desonra do matrimônio, pois há pessoas que se separam por motivos fúteis e egoístas. É evidente, que a Bíblia não apóia esta categoria de separação matrimonial.

4- As Escrituras, solenemente, desencorajam o Divórcio, afirmando Deus que prefere o perdão entre os cônjuges à separação, mesmo em se tratando de relações sexuais ilícitas.

5- Agir levianamente em relação a união, ao Sacramento do matrimonio, ao divórcio é pecado.

6- É opinião da Igreja Católica Apostólica Brasileira que um cristão já divorciado, e uma cristã já divorciada pode casar-se novamente.

Este estudo procurou apresentar um quadro objetivo, porém de genérica abrangência, sobre a questão do casamento de pessoas divorciadas. Todavia, cada caso deve ser analisado e avaliado, isoladamente, diante de Deus, a fim de que se possa tomar a decisão mais acertada, pois Deus não faz generalizações e considera sempre a pessoa individualmente, com suas dores e alegrias, sendo o Deus da vida abundante, não concorda com a dor, o sofrimento e a injustiça. Deus está sempre disposto a nos ouvir, em Seu indescritível amor e em Sua infinita sabedoria e incomparável poder. "O que fez o ouvido, acaso, não ouvirá? E o que formou os olhos será que não enxerga?" (Sl 94,9).

Termino lembrando do que Jesus disse sobre os homens da religião: "Atam fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos homens, mas não querem movê-los sequer com o dedo" (Mt 23,4).

Deus nos abençoe

Padre Antonio Piber



Fonte: Padre Antonio Piber




CLIQUE AQUI

VELAS JÁ ACENDIDAS: 1895
Quaresma 2017
Casamento Felipe e Danielle
JUBILEU DOS 70 ANOS DA ICAB
Missa no Monte das Bem aventuranças na Galiléia
Hino da Vitória
3º domingo da Quaresma
2º Domingo da Quaresma
Resumo da Tipificação de Jesus na Bíblia de Gênesis a Apocal...
Exorcismo de São Miguel Arcanjo 2016. (9 fotos)
CASAMENTOS NA PARÓQUIA E EM CLUBES (57 fotos)
Missas das Crianças (4 fotos)
Festa de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa (36 fotos)
PEREGRINAÇÃO TERRA SANTA (22 fotos)
MISSA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA (4 fotos)
Homenagens da Paróquia (1 fotos)
CELEBRAÇÕES NATALINAS EM COMUNIDADES MISSIONÁRIAS - DISTRIBU... (12 fotos)
Página Inicial | Testemunhos | Quem Somos | Nossa Sede | Nossa História | Padroeira | Localização
Missas | Novena | Batismo | Crisma | Eucaristia | Casamento | Mensagem da Semana | Santo do Dia
Agenda | Informativos | Galeria de Fotos | Vídeos | Notícias | Fale Conosco | E-mail

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA
Endereço: Sgas 910 Conjunto B Bloco C, 30 - Asa Sul - Brasília /DF - (61)3443-8992-9692-3524

© Web Conexão Informática Ltda - Todos os direitos reservados